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quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Cavalheiros de aluguel: Opiniões II e III

O texto abaixo que me foi mandado por e-mail, é de um tangueiro contumaz do Rio de Janeiro.

"Pode ter sim, pois o número de damas é sempre maior, e elas tem direito à opção.

É injusto que uma milongueira faça unha, cabelo, escolha o vestido nota dez, pare um táxi, compre seu ingresso do baile, consuma... e NÃO dance a noite toda!

É um sacrilégio que esta dama fique esquentando cadeira. Ela terá assim - com o cavalheiro de aluguel - a chance de dançar e fechar a noite feliz, dançando hasta romper los zapatos!"


Opinião de homem de uns sessenta anos, que está começando a frequentar bailes há pouco tempo, aqui em Brasília:

"Acho injusto esse sistema de aluguel de cavalheiros jovens e que sabem dançar bem. Para mim, que não sou nem jovem, nem sei dançar muito bem ainda, fico com menos opção de damas.

Então eu pago a entrada do baile, consumo mais que uma mulher - pois homens costumam beber wisky, e não água, como a maioria das mulheres - e as tais que quero tirar pra dançar, que são da minha idade, já estão acompanhadas.

Estou pensando seriamente em contratar uma dama de aluguel."


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segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Cavalheiros de aluguel - Opinião I

Prosseguindo nosso tema do mês - dançarinos de aluguel - postarei opiniões que chegaram a mim via e-mail, e cujos remetentes não se importam de ter seus comentários postados, e até identificados. Mas por uma questão minha, não divulgarei seus nomes. O texto abaixo foi enviado por uma tangueira carioca, que não contrata personais.

"No ambiente do Tango, os homens, em sua maioria, são favoráveis à contratação dos personals. Porque? No meu entender, é mais conveniente, cômodo, até. Principalmente para os organizadores. Melhor fariam se contratassem esses mesmos "taxi-dancers" para trabalhar em suas casas, pagar-lhes um bom salário, dar comida e bebida, além do transporte - por que não?

Mas não, preferem aceitar as coisas como estão. Essa atitude
carrega no seu bojo a essência do machismo, já que, quando a dama em questão é das boas (é muitas o são), os cavalheiros se aproximam e sem a menor cerimônia tiram-nas para dançar. Por isso é que estou vendo muitas excelentes damas conhecidas sentirem-se desvalorizadas, desencorajam-se e aos poucos sumindo dos bailes.

Pense bem: a despesa é grande, mesmo se você considerar que duas ou três dividem o mesmo personal. Aqui no Rio, aquelas que apreciam um drinque estão preferindo ir e voltar aos bailes de táxi, que dependendo da distância, já custa um bocado, principalmente se moram umas distantes das outras. AInda têm que pagar a sua entrada na milonga. Somado a isso, há o custo do personal: ingresso, bebidas, petiscos e finalmente o "aluguel", que regula entre 70 e 100 reais.

Compute isso em cada baile durante a semana e nos fins de semana. Não é pouco, eu garanto. "

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sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Cavalheiros de aluguel


Mais uma vez entro em campo minado, ao abordar o tema sobre 'cavalheiros de aluguel' nos salões.

Há quem ache que eles são fruto de uma necessidade natural de damas que geralmente ficam sentadas praticamente o baile todo, por não serem tiradas para dançar.

Há quem diga que isso é uma forma de prostituição, e que essa prática deveria ser eliminada dos bailes.

Há os que não se incomodam.

Há as damas que assumem contratar esse tipo de serviço, numa boa.

Há os 'contratados' que se envergonham e os que também assumem a prática, alegando ser um trabalho como qualquer outro.

E você, tem uma opinião a respeito?


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