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quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Cavalheiros de aluguel: Opiniões II e III

O texto abaixo que me foi mandado por e-mail, é de um tangueiro contumaz do Rio de Janeiro.

"Pode ter sim, pois o número de damas é sempre maior, e elas tem direito à opção.

É injusto que uma milongueira faça unha, cabelo, escolha o vestido nota dez, pare um táxi, compre seu ingresso do baile, consuma... e NÃO dance a noite toda!

É um sacrilégio que esta dama fique esquentando cadeira. Ela terá assim - com o cavalheiro de aluguel - a chance de dançar e fechar a noite feliz, dançando hasta romper los zapatos!"


Opinião de homem de uns sessenta anos, que está começando a frequentar bailes há pouco tempo, aqui em Brasília:

"Acho injusto esse sistema de aluguel de cavalheiros jovens e que sabem dançar bem. Para mim, que não sou nem jovem, nem sei dançar muito bem ainda, fico com menos opção de damas.

Então eu pago a entrada do baile, consumo mais que uma mulher - pois homens costumam beber wisky, e não água, como a maioria das mulheres - e as tais que quero tirar pra dançar, que são da minha idade, já estão acompanhadas.

Estou pensando seriamente em contratar uma dama de aluguel."


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quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Maria-Cebola, de onde vens?


Ontem estávamos discutindo aqui em casa, de onde vem a expressão Maria-Cebola, muito utilizada nos bailes de dança de salão, principalmente quando do momento - ou do próprio baile inteiro - em que as damas é que tiram os cavalheiros para dançar.

Como boa curiosa e Maria-Cebola que sou, fui à Grande Rede procurar, e achei isto:

"Como tudo passa sobre a terra (segundo José de Alencar) talvez pouca gente se lembre dela. Maria Cebola ("Sadie Hawkins") era filha de Equezebias Cebola ("Hekzebiah Hawkins"), o mais proeminente dos habitantes de Brejo Seco ("Dogpatch"). A despeito de ser herdeira de grande fortuna, a moça não primava pelas graças físicas e não conseguia arranjar namorado. O pai, temeroso de tê-la "encalhada" pelo resto da vida, resolveu o assunto à maneira dos coronéis nordestinos: na bala. No dia 9 de novembro, juntou todos os habitantes da cidade, deu aos rapazes solteiros uma pequena vantagem, e soltou todas as donzelas núbeis da cidade em seu encalço. O rapaz que fosse agarrado era automaticamente obrigado a casar-se com quem o pegara. Maria Cebola conseguiu um marido e suas concidadãs, em proveito próprio, resolveram manter a data como acontecimento anual. E até hoje, em Brejo Seco, as mulheres, no dia de hoje, podem agarrar seu preferido, se conseguirem vencê-lo na corrida. Tudo começa ao nascer do sol e termina quando o sol se põe.”"

Fonte: http://www.blocosonline.com.br/literatura/prosa/ddpro/ddpro011


Bem, ao menos hoje, as Marias Cebolas não precisam ser necessariamente despossuídas de atributos físicos... muito pelo contrário.
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terça-feira, 3 de junho de 2008

Bailando...

Aqui está, como prometido, eu e Cacá (Oscar Ricarte pros íntimos) dançando na milonga EntreSueños.