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segunda-feira, 20 de outubro de 2008

I Bailongo da Estilo


Não podia ter sido melhor. Com vinho Lovara da Família Miolo à vontade para todos os presentes, empanadas argentinas (sim, argentinas, pois são feitas por um autêntico portenho, o Gustavo da panificadora La Porteña) e as melhores tandas de tango (desde Gardel até Narcotango, passando por D'Arienzo, Troilo e Típica Osquesta de Tango, entre outros), com tandas de bolero, forró e samba, e o principal de tudo: uma equipe afinada trabalhando pela qualidade do baile e presenças maravilhosas, inclusive de outras academias, que ao final do baile sequer queriam ir embora.

Gosto de citar nomes: Giovani e Cléia da Academia Marcelo Amorim, Oscar Ricarte e Julita, Emannuel Sócrates e os que abrilhantaram a noite com uma apresentação de milonga, Anna Szcherman e Guillermo Abraham, sem contar com a ilustríssima prata da casa, João Carlos Corrêa e o professor Leandro Vieira.

Em breve, todos poderão ver - e se ver - no álbum que postarei aqui.

Por ora, simplesmente agradeço a todos que foram à inauguração de nosso Bailongo, que sempre farei com muito carinho, para que o tango alce vôos cada vez mais altos em Brasília.



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terça-feira, 1 de julho de 2008

Poema: Santa Julia com boa pegada



Vejam se não parece um poema:


SANTA JULIA

tempranillo

Vinificação Clássica, com semeadura de levaduras
selecionadas e uma maceração de 15 dias



COR
Vermelho rubi de intensidade média

AROMA
Complexo com notas de geléia, frutas maduras,
cogumelos secos y especiarias.
Também encontramos as notas próprias da
maturação em carvalho e em garrafa como baunilha,
café e amêndoas torradas

SABOR
Entrada doce, corpo médio, con boa pegada e
largada final. Complexo e delicado


Rodolfo Montenegro
Primeiro Enólogo

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Culinária: vinho mendocino


Por ser descendente de portugueses, sempre adorei vinho e todo o ritual que o cerca. Por esse fato, somado à constatação de ser a 'bebida oficial' do tango, ele não poderia deixar de ter seu cantinho aqui no Criatango.


Mendoza, Argentina.

Mendoza é responsável por mais de 70% da produção de vinhos da Argentina, que, neste ano, deve ultrapassar o Chile no ranking dos maiores exportadores para o Brasil.

A região tem qualidades essenciais para o plantio de uvas: o contraste entre a temperatura do dia e da noite, o solo pedregoso, a altitude e a possibilidade de controlar a quantidade de água na irrigação --já que ali nunca chove. A água, abundante, é proveniente do degelo das montanhas e forma rios que abastecem a Província. O rio Mendoza é o principal.

As melhores bodegas (vinícolas) argentinas têm suas raízes fincadas em solos mendocinos. Plantam tempranillo --considerada a primeira uva a ser trazida da Espanha, por Pedro de Castillo, fundador de Mendoza em 1561--, chardonnay, cabernet sauvignon, malbec --a especialidade--, entre outras.

Para conferir como eles são feitos, é importante visitar ao menos duas das mais de 1.200 bodegas da região. Elas oferecem visitas guiadas, com degustação no final.

Na Familia Zuccardi (www.familiazuccardi.com) --que produz o vinho Santa Julia--, o visitante é recebido por um guia, vê a colheita, a seleção, a retirada do suco, a fermentação, o envelhecimento e o engarrafamento.

Depois, participa de um ritual de degustação --com três vinhos diferentes-- que aguça os cinco sentidos: o tato, a visão, o olfato, o paladar e a audição. O visitante aprende a segurar a taça corretamente, a diferença entre as cores, os aromas e os gostos dos vários tipos de uva. A audição fica por conta do "tim-tim". A visita é gratuita. E acaba na lojinha, onde as garrafas são vendidas por menos da metade dos preços no Brasil.

O turista pode almoçar na bodega. Depois de atravessar o parreiral, chega-se ao restaurante. O almoço completo custa 75 pesos.

Fonte: Folha de São Paulo
Foto: Mendoza


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