segunda-feira, 19 de julho de 2010

Gotan em homenagem ao Faustão

Música: Diferente




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A Globo odeia tango

Eu estava com medo deste momento, juro. Mas sabia que ele viria e que eu teria que produzir um post: A famigerada Dança dos Famosos do Domingão do Faustão. Mais precisamente, o dia do tango. Eu nem queria ver, pra não ficar deprimida, mas minha mãe me convenceu de que eu só poderia fazer este post que vos fala, se visse. Então eu vi.

A dança foi bem ruim, como eu supunha, mas o pior estava por vir. O pior foi o Faustão e o Artur Xexéo falando um monte de asneiras sobre o tango, prestando um tremendo desserviço, como se entendessem do assunto. Não pesquisar, nem que seja na wikipédia, sobre o que vai mostrar/falar já é um costume da televisão brasileira - destaque para a Globo - que, sim, acerta em algumas coisas, mas no geral, é tipo tango é rosa na boca. Aí pisou no meu calo que cultivei em tantas milongas!

Resumindo o desastre: Fastão disse que o tango não se renova desde Piazzolla e que o turista gosta mais de tango do que o próprio povo argentino.

Daí Artur Xexéo vai em socorro da renovação e diz que existe um tal de tango eletrônico. Até aí foi indo bem, mas logo em seguida manda essa: "Mas não na Argentina, na Europa, na França". Pensou o mesmo palavrão que eu?

Faustão arremata: "Baladão do tango!"

Por essas e outras que volto a fazer o mesmo apelo de sempre: gente, pelamordedeus, pesquisem sobre o que vão falar! Ou então calem a boca!

Abaixo, a prova que incrimina os meliantes:

http://www.youtube.com/watch?v=kIZO4PFEJ1c

(coloquei o link, pois o vídeo não ia por nada nesse mundo)


Desde já me coloco à disposição da Globo para prestar consultoria em tango, caso resolvam mostrá-lo como ele é. Dentre outras coisas, sem rosa na boca, por favor.


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sexta-feira, 16 de julho de 2010

A Argentina de todos os gêneros




A Argentina foi o primeiro país da América Latina
a aprovar oficialmente o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Pode ser tabu para algmas pessoas, mas para muitos isso é uma questão de livre escolha sexual, ou seja, qualquer um pode escolher sua cara-metade. Ok. Assunto polêmico. Vamos levantar enquete, pois o tema merece.

Enquanto isso, nas milongas chamadas GLS de Buenos Aires, essa liberdade já era manifestada, como na milonga La Marshall, a primeira a funcionar como 'milonga gay'. Ela é hoje conhecida no mundo inteiro, atraindo não só homo, como heterosessuais de toda parte, como disse Roxana Gargano, uma das criadoras da Marshall: "A cultura 'heterofriendly' baseia-se na tolerância, na não discriminação, e em compartilhar estilos de vida."

E você, tem uma opinião sobre esse tema? Então responda nossa enquete.

Até mais

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Ai, que bom!


Que bom, que bom, que bom!

(foto de Irina Novak)


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Sol Cerquides e Fernando Gracia

Bailam (como bólidos) Mala junta de Julio de Caro, Pedro Laurenz e Juan Velich. Mil uhus pra eles!





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segunda-feira, 12 de julho de 2010

Vomitando rosas



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Um texto de Flávia Valente

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Estou nesse baile de tango na seguinte condição: sentada numa mesa ao fundo, bebendo uísque e com pena de mim.

Não quero que ninguém me olhe, que ninguém me tire para dançar e meu vestido essa noite está definitivamente horrível.

Como não quero interagir, me contento em apenas observar. Aquele casal ali está dançando mal, olha lá, esbarra em todo mundo. Mas também pudera, o sujeito está uma pilha de nervos. Não tem ginga, deve ser pouco rodado nos salões. E o vestido da mulher é mais feio que o meu.

Aquela está dançando bem. Aquele ali também, mas pudera, faz mil aulas por semana. Aquele moreno com o cabelo preso num rabinho é alugado. E a dona que está com ele dança mal. Pudera, não faz aula nenhuma.

Nesse mundo do tango não adianta você ser bonito(a), falante, intelectual da última, descolado(a), elegante, inteligente, PHD em qualquer coisa, endinheirado(a), famoso(a), bom (boa) de cama, blogueiro(a) da moda, artista contemporâneo(a), gente boa, não beber quando for dirigir, fazer poesia, ter saído na Caras, se você não sabe dançar. E tampouco pense que vai aprender a dançar rápido. Pode esquecer. Vai levar mais tempo se pensar assim.

Agora começou uma tanda de Di Sarli. As tandas de Di Sarli sempre me deixam melancólica. Sim, a música é linda, mas não é por isso não. É que na época que eu organizava baile, sempre tinha um aficionado pelo passado que vinha logo pedir: Dá pra botar Di Sarli? E eu me esforçando para garimpar novidades todo baile. Colocava um Fernandez Fierro e já vinha um: Dá pra botar Di Sarli? E adivinhem que música levava todo mundo pra a pista? Bahia Blanca. Nada contra Bahia Blanca, como disse, é linda, mas caceta, toca em todo baile que eu vou desde que comecei nessa vida há 15 anos.

Nessa noite não coloquei meu melhor sapato. Optei por um velhinho confortável, se é que um salto sete e meio pode deixar algum sapato confortável. Mas depois de tanto tempo a gente acostuma. O perfume sim, foi o preferido. Escolhas que vamos fazendo sem dar-nos conta, muitas vezes.

Um homem se avizinha da minha cadeira. Acho que vai me tirar pra dançar. Se tirar, terei que ir. Sabe como é, etiqueta de salão. É feio deixar o cara com cara de bunda na frente de todo mundo.

Nessa noite eu não estou muito a fim de dançar, juro. Aí é válido fazer a pergunta: Então o que foi fazer num baile? Boa pergunta. Acho que fui achando que queria dançar. Acontece. Nada demais, estou um pouco chateada porque meu namorado, depois de dois anos e blau de namoro, não lembrou da data do meu aniversário, mas lembrava exatinho da data que o Flamengo foi campeão da última vez. Nem quis saber da penúltima, ou ia entrar em depressão. Fiquei puta e migrei pro baile. Aliás, artimanha que sempre usei quando me emputecia com namorados e seus atos sem-noção. Vou pro baile e danço muito, por vingança mesmo.

Mas dessa vez tudo que eu queria era ficar bebericando no meu canto. Acho que estou ficando velha.

Daí o sujeito que avizinhou-se me tira pra dançar, como eu supunha. Vou, e sorrio. Gentileza gera gentileza. Na falta de um clichê mais oportuno, vai esse mesmo.

Dançamos Di Sarli. A única orquestra de tango que lota a pista. Uns bate-bates aqui, um salto entrando pelo meu sapato acolá, e noves fora, curti dançar essa tanda. Di Sarli sempre acerta. Deve ser por isso que tem sempre um aficionado pra pedir: Dá pra botar Di Sarli?

Volto à minha mesa e não consigo desviar o pensamento do Juca, meu namorado flamenguista. Antes d’eu sair de casa, ele me disse por MSN que o Cassiano, seu melhor amigo, estava indo pra a casa dele pr’umas cervejas. Pergunta agora o que realmente estou fazendo num baile.

Também tem uma TPM de ressaca abalando meus nervos. Gostaria muito de estudar esse fenômeno, para entender como diabos a gente consegue passar por umas trezentas emoções, aparentemente nada a ver a anterior com a seguinte, em um dia.

Aquele casal ta bonito dançando, tem química, tem sintonia. Aquele sujeito mais ali atrás, de blaser cinza, eu já beijei na boca. Aquele outro sentado na outra mesa também. O fato d’eu nunca ter sido santa já me proporcionou momentos bem interessantes.

Tanda de Juan D’Arienzo. Gosto. O compasso chega a ser invasivo de tão presente. Agora ta me dando vontade de tirar alguém pra dançar. Isso na Argentina é um ultraje à tradição tangueira, uma fêmea ‘sacar’ um macho, mas brasileiro gosta mesmo é de quebrar regras e dar uma banana pro ultraje e para a tradição, então... olho em volta pra caçar meu pretendente. Arrá! O Nicolau, ali naquele canto, conversando com a loira de azul. Amigo das antigas, começamos no tango praticamente juntos.

Nada como o senso de oportunidade. (continua depois)


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segunda-feira, 5 de julho de 2010

gatoNegro no Rio, o blog


Acho que estou viciando nesse negócio de blog. Há cinco dias criei o blog que vai mostrar tudo sobre a vinda do grupo gatoNegro Tango ao Rio de Janeiro.

Vai lá e dá aquela força ;)

http://gatonegronorio.wordpress.com/



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quinta-feira, 24 de junho de 2010

Tango e futebol

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Já que está circulando na internet amplamente, tenho que colocar aqui um dos vídeos mais bem sacados e montados dos últimos tempos:




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segunda-feira, 21 de junho de 2010

gatoNegro em Brasília



Serviço:

Dias 23 e 24 de junho, às 20h

Oficina gratuita de tango com Marco Kina e Luciana Mayumi antes do show

Informações: 3206-9450

Teatro da Caixa Cultural

SBS quadra 4 lote 3/4

www.caixa.gov.br/caixacultural


Abaixo, uma mostra do que o gatoNegro é capaz. Música: Nostalgias de Juan Carlos Cobián e Enrique Cadícamo.





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quarta-feira, 16 de junho de 2010

Rapidinha sobre a Copa


Será que a rivalidade futebolística (que gera piadinhas engraçadas de ambos os lados) entre Brasil e Argentina faz com que os brasileiros torçam o nariz pro tango?

Falem que não.

Afinal tango é tango e futebol é futebol.


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quarta-feira, 9 de junho de 2010

Claudia Miazzo e Jean Paul Padovani




Ela, italiana, ele marroquino nascido em Casablanca (sim, o mesmo lugar do clássico filme). Ambos, numa parceria que parece perfeita, trabalham com tango e música barroca (sim, você leu direito) em Paris. No vídeo dançam Oblivion de Piazzolla.

Tá bom pra vocês? Porque pra mim, tá ótimo!



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segunda-feira, 7 de junho de 2010

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Facundo e Kelly

Dois grandes maestros (mestres) do tango, mandando ver num candombe. Mil vivas para Facundo e Kelly!




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