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sexta-feira, 13 de junho de 2008

Quarto andar: Tango Novo

Quarto andar: Tango Novo. Compasso 4 x 4 (quaternário). As grandes orquestras continuavam com seus êxitos, mas um fato fez com que a visão de tango mudasse. Astor Piazzolla surgiu na cena para roubá-la em meados do século XX. Tendo estudado música erudita e composição em Paris com Nadia Boulanger (que foi aluna de Rachmaninoff), uniu este conhecimento ao que que já tinha de tango tocado no bandoneón e criou assim o que ele chamava de música contemporânea de Buenos Aires.

Na década de 60, muitos músicos de tango execraram sua música dizendo que aaquilo não era tango, tendo Piazzolla encontrado apoio apenas em um de seus amigos e mestres Anibal Troilo e um admirador de peso, dono de uma das grandes orquestras, Osvaldo Pugliese.

A verdade é que com ou sem Piazzolla, o tango teria uma baixa significativa a partir da década de 70, quando as discotecas tomariam de assalto as principais metrópoles do mundo.

Inclusive aqui no Brasil aconteceu a mesma coisa com a dança de salão, que praticamente se extinguiu nessa época.

Depois de pssada a onda das discos, já em meados dos anos 80, o tango renasce em Buenos Aires, primeiro timidamente, e mais tarde com força total. Esse novo bum do tango trouxe não só a tradição de volta, como a criatividade dos jovens que eram arrebatados por ele.

O tango de hoje, portanto está completamente inserido em seus dias, em sua contemporaneidade. Trazendo no sangue o DNA dos antigos que o consagraram, reinventou-se e trouxe gente nova e novas composições, assim como experimentações de toda sorte.

Hoje existe o Tango Novo, feito por essas experimentações, inclusive com música eletrônica. Os puristas dizem que isso não é tango. Mas acredito que esse 'conflito de gerações' é mais uma marca registrada desse ritmo tão passional.

No exemplo, um tango eletrônico bailado por Blaz & Andrea.


quinta-feira, 12 de junho de 2008

Segundo andar: Tango (parte II)

Segundo andar: Tango (parte II). Compasso 4 x 4 (quaternário). Depois de Gardel o tango começou a tomar proporções mais profissionais, tanto na música quanto na dança. Surgiram as grandes orquestras, os grandes nomes, os dançarinos profissionais. O tango ganhou o mundo e conquistou platéias das mais variadas. O bandoneón já fazia parte fundamental de seus arranjos, tornendo-se o instrumento por esselência dessa música. Os bailes já tomavam os salões da sociedade. Os passos de dança começavam a tomar forma e a fazerem parte de uma coreografia bem peculiar.

São dessa nova leva, a chamada Guardia Nueva (Nova Guarda) músicos como Di Sarli, Fresedo, Canaro, D'Arienzo, De Angelis, Anibal Troilo e outros tantos.

Essa maré só mudaria com um rapaz, filho de imigrantes italianos, que idolatrava Gardel, aprendeu música na Argentina e na França e fez parte da orquestra típica de Troilo: Astor Piazzolla. Mas essa é outra estória.

Exemplo de tango: poderia dar muitos, pois o assunto é demasiadamente rico, mas optei pelo tango mais tocado, conhecido e cheio de versões que existe, La cumparsita, do uruguaio Gerardo Matos Rodriguez, bailado por Gustavo Naveira e Gisele Anne.