quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Eletrotango em Brasília


O projeto Ponte Aérea Portenha - Eletrotango traz ao CCBB uma mostra representativa do novo tango argentino, com alguns dos melhores grupos que se dedicam à fusão do tango com a música eletrônica.

A química perfeita entre o tradicional bandoneon e a batida eletrônica, numa inserção bem sucedida no universo pop contemporâneo, vem conquistando novos públicos e ampliando o interesse internacional pelo gênero, em constante renovação.


Programação

• Dias 18 e 19 de setembro | Tanghetto
Grupo de eletrotango com carreira internacional, ganhador de um disco de ouro em 2005 e indicado ao Grammy Latino na categoria Melhor Álbum Instrumental.


• Dias 25 e 26 de setembro | Otros Aires
O grupo propõe um espetáculo audiovisual de corte historicista, onde se funde a estética portenha do começo do século passado com as várias vertentes da música eletrônica.


• Dias 2 e 3 de outubro | Narcotango
A apresentação traz a sensualidade e a musicalidade do tango em roupagem eletrônica. O Narcotango é um dos principais nomes do movimento que trouxe o tango para um ritmo pop. A banda se consagrou como uma das melhores do gênero na Argentina.


• Dias 9 e 10 de outubro | San Telmo Lounge
Grupo criado por Martin Delgado e Juan Miguel Aguirre, propõe a fusão da música eletrônica com o tango e o jazz.


De 18 de setembro a 10 de outubro
Sextas e sábados, às 21h
CCBB | Teatro

Classificação: 12 anos


Os ingressos serão vendido a partir das 9h do dia 13-domingo

Telefone do CCBB: 3310-7087


(agradecimentos a Cléa de Paula e Nanci Parreira pela divulgação)


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quarta-feira, 2 de setembro de 2009

O Mundial de Tango e a história do senhor Megata

Por Gisele Teixeira

Onde quer que esteja, o senhor Megata deve estar bem satisfeito. Hiroshi Yamao, de 36 anos, e sua esposa Kyoko, de 33, são os melhores bailarinos de tango salão do mundo.

Na última sexta-feira, após uma seleção que envolveu 300 casais, eles levaram para casa um título inédito. São os primeiros campeões não argentinos nesta categoria que é chamada também de tango social (o tango dançado nos bailes, sem acrobacias). É mais ou menos como se as japonesas derrotassem as mulatas do Rio de Janeiro no quesito samba no pé, em pleno Sambódromo.

Foi emocionante. Estava na primeira fila quando anunciaram os vencedores. Então vi bem de pertinho o momento em que Hiroshi Yamao soltou um grito e começou a chorar compulsivamente. Quase chorei também, principalmente porque imagino o que significa para um japonês, criado em uma sociedade tão competitiva e rígida, dançar, chorar, gritar, abraçar, vencer. É a quarta vez que competem. E sabe por que ganharam? Porque entenderam. “Para nosotros el valor del tango es que permite que la gente se encuentre”, disse Hiroshi, nos camarins.

Quem circula pelo mundo tangueiro não ficou surpreso com a vitória dos japoneses. Eles são fascinados pelo tango. De acordo com a Academia de Tango do Japão, há mais de 70 milongas distribuídas entre a capital Tóquio e outras cidades como Osaka, Kobe e Nagoya. E umas 100 associações, clubes, pequenas comunidades e centros culturais onde se escuta e dança tango, e se compartem histórias, tal como acontece em muitos lugares de Buenos Aires.

Os bailarinos portenhos são deuses no país oriental – que se transformou em um dos principais mercados para professores – e os músicos argentinos não deixam o Japão de fora de nenhuma turnê mundial. As academias de dança daqui estão cheias de japoneses e um dos principais sites de tango, o 10tango.com, tem versão em espanhol, inglês e japonês.

Há muitas discussões sobre por que o tango atrai tanto os japoneses. Alguns dizem que o som do bandoneón remete a melodias tristes nipônicas. Outros defendem que o contato que proporciona a dança permite aproximações físicas muito raras nessa cultura.

Creio que o tango fisga os japoneses pela mesma razão que atrai outras nacionalidades: a emoção. “Me sale de aquí adentro”, disse esta semana Fuki Aoki, apontando para o coração. Fuki é uma japonesa que há dois anos cantava ópera. Veio visitar a Argentina por uns dias e passou para o tango, sem escalas.

Essa paixão dos japoneses pelo 2x4 começou com Tsunayoshi “Tsunami” Megata, filho de um diplomata e neto de um samurai, que viveu em Paris de 1920 a 1926. Na capital francesa, aprendeu a bailar tango – dizem que muito bem – e voltou para casa com a bagagem cheia de discos.

Em Tóquio, instalou a primeira academia de baile e publicou o primeiro livro sobre o tema - Um Método para Bailar o Tango Argentino.

Megata foi tão importante para a difusão da dança em seu país, que ganhou um presente à altura. Um tango, por supuesto. Em 1981, Luis Alfredo Alposta compôs a letra "A lo Megata: “Y tal vez ahora..alguien, allá en Tokio, elegantemente, baile a lo Megata sin saber quién fue." Os limites e as fronteiras são mesmo para as mercadorias. O tango viaja sem pedir licença.

Gisele Teixeira é jornalista. Trabalhou em Porto Alegre, Recife e Brasília. Recentemente, mudou-se de mala, cuia e coração para Buenos Aires, de onde mantém o blog Aquí me quedo (giseleteixeira.wordpress.com), com impressões e descobrimentos sobre a capital portenha.

Abaixo, a emocionante vitória do casal japonês e um trecho da dança deles.


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quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Se calió un tango


Sí, que se calió un tango
bajo mis zapatos
Y es que él sueña como un horno
de calidad roja

Y baila...

Mientras ruboriza mis piés



poesia: Flávia Valente
foto: Lisandro Adrover tocando


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Acontece em Sampa...


Para saber detalhes sobre o workshop de Sebastian Arce e Mariana Montes que será ministrado em São Paulo e sobre o I Campeonato de Tango Salão acesse o site Dançata: www.dancata.art.br

Sem dúvida são dois eventos de peso para quem gosta de desafios.


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terça-feira, 11 de agosto de 2009

Tango salão: Inés e Federico




Vou parecer muito antiga se disser que vi Federico Naveira (isso mesmo, filho dos maravilhosos Gustavo Naveira e Olga Besio) ainda criança? Foi no primeiro workshop de tango que fiz no Rio quando ainda 'engatinhava' nessa arte.

Agora aí está Naveirinha e Inés Muzzopappa mandando um tango salão de primeira.

Apreciem sem moderação.


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quarta-feira, 29 de julho de 2009

Resultado dos porquês



Segundo os votantes na enquete sobre os porquês das milongas vazias, aí vai o resultado:

1) Não ter com quem dançar - 61%

2) Os preços da entrada - 29%

3) A falta de simpatia dos frequentadores - 26%

4) Intervalos infinitos -23%

5) A música não ser do gosto - 20%

6) A falta de simpatia da(o) anfitriã(o) - 20%

7) Ver sempre as mesmas caras - 17%

8) Preguiça de sair de casa - 11%

9) Salão ruim para dançar - 11%

10) O local ser longe - 8%

11) Os comes e os bebes - 8%

12) Outros - 8%


Como podemos perceber, o fato de não ter com quem dançar ganhou disparado. Agora falta fazermos uma pesquisa para descobrirmos os porquês de não haver com quem dançar. Pra mim, essa investigação está começando a ficar interessante...

E dentre os 'outros motivos', houve um milongueiro do Rio que reclamou que nas milongas tocam muitas músicas que não estão relacionadas com o tango, como samba, bolero, forró... segundo ele, numa milonga deve-se tocar apenas tango, vals e milonga.


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quarta-feira, 15 de julho de 2009

Tango na Vitrine - Prática no Rio

No dia 15 de agosto, uma nova prática de tango será inaugurada no local que eu mais amei fazer baile: o Centro Cultural Carioca (beijo para Isnard, Serginho e toda galera de lá)

A prática tem organização de Carlos Molina e da professora argentina Gimena Mello (que conheci nas aulas de balé de Dona Míriam Guimarães - ô mundo pequeno!)


Fico muito feliz que esse lindo espaço esteja sendo utilizado de novo pelo tango. Vida longa a Tango na Vitrine!

Serviço:

Inauguração dia 15/08
realização todo terceiro sábado do mês
das 18h às 19h - aula com Gimena Mello
das 19h às 22h - prática (musicalização de Gimena Mello)

preço: R$ 10,oo (tem local pra estacionar em frente)

Centro Cultural Carioca
Rua do Teatro, 37 - Pça. Tiradentes (ao lado do teatro João Caetano) - Rio de Janeiro
tel.: (21) 2502-8031 / (21) 9149-1779

www.centroculturalcarioca.com.br



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terça-feira, 14 de julho de 2009

Balada para um loco (letra)

Música: Astor Piazzolla
Letra: Horacio Ferrer


(Recitado)
/
Las tardecitas de Buenos Aires tienen ese que se yo, viste?
Salgo de casa por Arenales, lo de siempre en la calle y en mi...
Cuándo, de repente, detras de un árbol, se aparece el.
Mezcla rara de penultimo linyeray de primer polizonte en el viaje a Venus.
Medio melón en la cabeza,
las rayas de la camisa pintadas en la piel,
dos medias suelas clavadas en los pies
y una banderita de taxi libre levantada en cada mano.
Parece que solo yo lo veo,
Porque él pasa entre la gente y los maniquíes le guiñan,
los semáforos le dan tres luces celestes
y las naranjas del frutero de la esquinale tiran azahares.
Y así, medio bailando y medio volando,
se saca el melón, me saluda,
me regalo una banderita y me dice:
/
(Cantado)
/
Ya sé que estoy piantao, piantao, piantao...
No ves que va la luna rodando por Callao,
que un corso de astronautas y niños, con un vals,
me baila alrededor... ¡Bailá! ¡Vení! ¡Volá!
/
Ya sé que estoy piantao, piantao, piantao...
Yo miro a Buenos Aires del nido de un gorrión
y a vos te vi tan triste... ¡Vení! ¡Volá! ¡Sentí!...
el loco berretín que tengo para vos.
/
¡Loco! ¡Loco! ¡Loco!
Cuando anochezca en tu porteña soledad,
por la ribera de tu sábana vendré
con un poema y un trombóna desvelarte el corazón.
¡Loco! ¡Loco! ¡Loco!
/
Como un acróbata demente saltaré,
sobre el abismo de tu escote hasta sentir
que enloquecí tu corazón de libertad...
¡Ya vas a ver!
/
(Recitado)
/
Y asi diziendo, el loco me convida
a andar en su ilusión super-sport
Y vamos a correr por las cornisas
¡con una golondrina en el motor!
/
De Vieytes nos aplauden: "¡Viva! ¡Viva!",
los locos que inventaron el Amor,
y un ángel y un soldado y una niña
nos dan un valsecito bailador.
/
Nos sale a saludar la gente linda...
Y loco, pero tuyo, ¡qué sé yo!:
provoca campanarios con su risa,
y al fin, me mira, y canta a media voz:
/
(Cantado)
/
Quereme así, piantao, piantao, piantao...
Trepate a esta ternura de locos que hay en mí,
ponete esta peluca de alondras, ¡y volá!
¡Volá conmigo ya! ¡Vení, volá, vení!
/
Quereme así, piantao, piantao, piantao...
Abrite los amores que vamos a intentar
la mágica locura total de revivir...
¡Vení, volá, vení! ¡Trai-lai-la-larará!
/
(Gritado)
/
¡Viva! ¡Viva! ¡Viva!
Loca el y loca yo...
¡Locos! ¡Locos! ¡Locos!
¡Loca el y loca yo!


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segunda-feira, 6 de julho de 2009

Tango canción: Carlos Gardel




Para sair um pouco do assunto milongas vazias, nada melhor que levantar o astral com aquelas coisas que, em lugar de nos afastar, nos levou até o tango. Gardel é, sem dúvida, um ícone desses bons motivos.

Sendo assim, nos deliciemos com sua música e sua voz que mesmo com a tecnologia pífia da época, ainda guarda em si o encantamento inicial do tango, quando este nem contava ainda com o auxílio luxuoso do bandoneón.

Neste vídeo 'el Zorzal de Abasto' canta "Mano a mano" de Gardel, José Razzano e Celedônio Flores.



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quarta-feira, 1 de julho de 2009

Ainda sobre milongas vazias



Sobre as milongas vazias mencionadas no post anterior, muita gente se manifestou. Na sua maioria, mulheres.

Algumas pessoas comentaram aqui mesmo, outras por e-mail, outras tantas pessoalmente.

A reclamação mais recorrente é de que falta homem para dançar. Para dançar com as mulheres que não alugam cavalheiros, que fique claro.

Uma delas sugeriu que cada baile tivesse seus próprios cavalheiros justamente para essas damas que tomam chá-de-cadeira. E não são mulheres feias, nem acabadas e ainda por cima dançam bem, mas... por que não são tiradas então?

Eu mesma já tomei esse chazinho de gosto amargo, só que tenho sorte de sempre ter algum amigo por perto ou a cara-de-pau para tirar algum cavalheiro que eu tenha vontade de dançar.

Certa vez um deles me perguntou, quando tive a ousadia de 'sacá-lo': "Posso recusar?". Chega a ser engraçado, porque todos sabemos que se é uma mulher que faz essa pergunta... coitada.

De qualquer forma, ainda houve outras opiniões, inclusive a de que tem gente que não vai a milonga de quem não é simpático e não vem conversar à sua mesa.

A princípio prefiro não me manifestar sobre nenhuma das opiniões, até porque achei esse debate tão importante e frutífero, que vou colocar aqui uma enquete, para que possamos, de alguma forma, recuperar o gosto em todos os tangueiros de voltar às milongas, que para os organizadores não dá dinheiro, mas que nem por isso (e até talvez por causa disso), deixa de fazê-las com empenho e carinho.

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terça-feira, 23 de junho de 2009

Milongas vazias

Tem sido cada vez mais difícil manter uma milonga - mesmo que mensal. Eu digo isso, e vários amigos meus que organizam baile, em diversos estados brasileiros dizem o mesmo. Mas por que será?

Selecionei algumas opções, para ver se meus caros acompanhadores me ajudam a desvendar esse mistério.

a) É porque dá um trabalhão, e no final das contas poucos vêem isso

b) Porque dá uma preguiiiiiiiça sair de casa...

c) Porque as milongas estão caras e o preço dos comes e bebes de um baile estão pela hora da morte

d) As seleções musicais são de doer

e) O salão é ruim

f) O atendimento é ruim

g) Tango é um ritmo desanimado

h) É dia de jogo!

i) Não tem com quem dançar


Quem quiser sugerir outros motivos, fique à vontade, afinal, a milonga é de vocês.


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sexta-feira, 12 de junho de 2009

Dia do Tango - para ficar na memória


O Dia do Tango no DF foi memorável e quero registrá-lo devidamente.

Para começar esse post, quero agradecer a todos os tangueiros, amadores ou profissionais, iniciantes ou avançados, primeiras, segundas e terceiras idades - seja lá qual for o título, pois nessas horas somos uma massa só - por comparecerem aos eventos dos dias 8 e 9 de junho.

Tudo foi feito na rua, para qualquer um ver. Isso é um ganho sem tamanho, pois daí surgirá o Tango na Rua, movimento que pretendo tornar mensal a partir de julho.

Particularmente sempre gostei muito de dançar em locais públicos (e já o fiz muitas vezes, podem acreditar). É como se aquela vozinha de Milton Nascimento ressoasse sempre num fundinho de mim: o artista deve ir aonde o povo está. E não é demagogia, até porque não preciso de frases fáceis para nada. É só a verdade como ela é.

Todo artista deve ir aonde o povo está. E aí está: levamos o tango a lugares onde ninguém nunca tinha visto um baile de tango. Ponto para a família tangueira. E ponto para Giovani Almeida, que fez isso ser possível em Brasilia.

Giovani, essa foi pra você, camarada!


Ps: Agradecemos imensamente a Flávia Portela, José Gomes (que tenho a honra de ter como aluno), Keké (com quem compartilhei a comissão de frente da ARUC), Carlinhos,Daniela pelos espaços cedidos e pela boa vontade do trabalho em equipe. E um agradecimento especial a Renata (filha de Giovani) por prestigiar a iniciativa, mesmo estando super enrolada com trabalhos da faculdade.

E breve posto aqui o slideshow das fotos dos dois dias de evento.



abraços tangueiros ;)


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quarta-feira, 3 de junho de 2009

Dia do Tango no DF - convocação


O dia mesmo é 8 de junho, em homenagem a um dos maiores propagadores do tango no Distrito Federal, Giovani Fabiano de Almeida, mas os bailes que acontecerão em Brasília se estendem até o dia 9 no espaço em frente aos Correios (que fica em frente ao Conjunto Nacional).

Acontecerá um baile a céu aberto e igualmente aberto a quem chegar para dançar, de preferência, porém não obrigatório, a caráter. O mais importante é levar sua disposição para dançar.

Portanto, a convocação está feita:

Dia 8, segunda, das 12:30 às 14h na Praça Zumbi dos Palmares (em frente ao Conic). Organização: João Carlos Correa

Dia 9, terça, das 11h às 12h50 (horário de almoço) em frente aos Correios. Organização: Flávia Valente


Tangueiros, estejamos todos lá!


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